Planejamento pastoral: por que é tão difícil investir na elaboração de um?

Investimento em planejamento pastoral: por que é tão difícil investir na elaboração de um?

Investimento em planejamento pastoral: por que é tão difícil investir na elaboração de um?

O tema de hoje pode ser bastante polêmico e desafiador para algumas pessoas. Ao longo dos mais de 10 anos prestando serviços nas mais diversas comunidades católicas do país, encontrei um desafio comum em todas elas: a dificuldade de investir na elaboração de um planejamento pastoral que, de fato, seja evangelizador.

Sabemos que as pessoas são o maior “bem” que uma comunidade cristã pode ter. Mas, para engajá-los é necessário ter um bom plano pastoral, com estratégias bem definidas para alcançar o público-alvo da comunidade.

Se a atividade pastoral é o “trunfo” para atrair as pessoas, porque grande parte de tudo que se faz pastoralmente acaba acontecendo no amadorismo e na falta de investimento adequado?

Um exemplo prático

Hoje é impossível não contratar os serviços de um engenheiro para elaborar o projeto de reforma ou construção de uma igreja. O que está em jogo aqui é a vida das pessoas, além, é claro, das elevadas multas que se pode sofrer com a irresponsabilidade de fazer uma obra sem supervisão de um profissional.

Mas quando a paróquia precisa divulgar um evento, – em que o resultado é o engajamento de novos agentes pastorais – ela costuma contratar ou ter o apoio de profissionais para desenvolver esse trabalho, por exemplo, um campanha de marketing, capaz de atrair as pessoas para o evento? Quase sempre não!

Resolve-se a divulgação do evento com aquele famoso pedido para alguém que sabe mexer no programa Corel Draw: “faz um cartaz para o retiro dos catequizandos, pode ser bem simples, vamos só colocar nas salas da catequese e na secretaria paroquial”. Estou exagerando? Não! Esse exemplo é comum em nossas realidades pastorais.

Estruturas x evangelização

Eu não sei se na sua comunidade é assim, mas em muitas paróquias que conheço, o assunto recorrente das reuniões dos conselhos pastorais é construções e reformas, tanto das igrejas como dos famosos salões das comunidades. Até aí não tem problema algum.

O problema está no fato que grande parte destas comunidades reclamam de não ter pessoas para atuar nas atividades. Ou seja, investem em uma estrutura que não é a necessária. É como se uma empresa, que hoje possui cinquenta funcionários e atende 1.000 clientes, decidisse construir um prédio para comportar 500 funcionários e atender 10 mil clientes, sendo que ela não tem nenhuma perspectiva de crescimento definida.  

Há muitas comunidades paroquiais com verdadeiros “elefantes brancos”, centros pastorais grandes, templos para acolher grande público, mas o que de fato é importante – as pessoas participando da comunidade –  elas não tem, está tudo vazio. O que está errado?

Investimento pastoral x recursos financeiros

Quando se trata de evangelização, falar em dinheiro para as atividades pastorais é arrumar briga nas comunidades. Sempre há vários argumentos para se investir pouco nesse tipo de prioridade. Infelizmente essa é uma triste realidade! Há uma frase muito interessante de Santa Teresa de Ávila que deveria ser tema de formação nas comunidades paroquiais: “Teresa sem a graça de Deus é uma pobre mulher; com a graça de Deus, uma fortaleza; com a graça de Deus e muito dinheiro, uma potência”.

Tanto o pároco como os líderes pastorais precisam ter consciência de que investir recursos financeiros e humanos nas atividades pastorais é garantir a continuidade da vida pastoral. É preciso compreender que evangelização custa dinheiro, que precisamos profissionalizar. E quando falo em profissionalizar a evangelização não é tornar a paróquia ou a instituição uma empresa, mas é fazer uso dos meios mais eficazes para atrair o homem de hoje.

Se olharmos para as empresas de organização de eventos, percebemos como é pesado o investimento que elas fazem para atrair os jovens. Agora olhemos para uma importante frente de evangelização em nossas paróquias: a catequese; na maioria das realidades o que é oferecido ao jovem está muito fora do contexto atual que ele encontra nos meios seculares, o que leva a um desinteresse na participação da vida da Igreja.

Imagine agora se nossas comunidades paroquiais passassem a olhar a profissionalização da evangelização como elas olham para a importância das construções. Teríamos igrejas com bons ministérios de música, porque resolveram investir na capacitação dos músicos; teríamos boa participação das crianças e jovens na Igreja, pois investiram em qualidade nas salas de catequese, espaços especiais aos jovens, materiais didáticos adequados, capacitação para catequistas, comunicação, etc.

Vamos trabalhar para mudar?

Se você acha que sua Comunidade precisa repensar onde está colocando o dinheiro e os seus esforços, uma boa iniciativa é motivá-las a investir na elaboração de um bom plano pastoral e em projetos evangelizadores atraentes. Essas iniciativas irão mudar a realidade evangelizadora. Quando se evangeliza mais, mais motivadas são as lideranças e agentes pastorais.

Não será fácil! É preciso coragem e determinação, mas você vai conseguir e os resultados serão surpreendentes. Não perca tempo comece agora mesmo!

Até o próximo post!

Jean Ricardo

Empreendedor na evangelização, apaixonado por planejamento e marketing digital. É CEO da Dominus Evangelização e Marketing, comanda o time de evangelizadores. O seu coração está na evangelização!

 

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