Quero saber mais sobre planejamento e evangelização

Quero saber mais sobre planejamento e evangelização

Quero saber mais sobre planejamento e evangelização

Um perigo muito grande que podemos enfrentar, ao optar por planejar a evangelização, é pensar que realizar um planejamento estratégico é um processo meramente racional e humano, sem qualquer envolvimento espiritual ou manifestação dos dons do Espírito Santo.

Esse engano é comum entre os agentes pastorais, mas também entre os padres. No entanto, o planejamento estratégico de evangelização precisa ser visto como uma revelação da vontade do Senhor, que deseja com urgência manifestar o poder de Deus em meio ao seu povo.

Se não entendermos que as etapas do planejamento exigirão escuta da voz de Deus, podemos cair no erro de construirmos um castelo de areia. Pode até ser belo, mas basta uma chuva ou vento para que tudo vire um amontoado de informações sem qualquer sentido.

A força da evangelização está no poder do Espírito Santo. Planejar é um ato racional, mas planejar a evangelização é um ato espiritual que faz uso de toda a nossa racionalidade. Vamos usar tudo que temos em favor da evangelização!

A falta de esperança e ânimo pastoral

Por vezes encontramos comunidades que perderam a esperança, que estão cansadas ou já não encontram ânimo para continuar. São muitos os agentes pastorais que estão cansados e desanimados por não verem resultado em suas ações de evangelização. A cada dia, eles tomam sobre si as diversas atividades, pois não há pessoas que abracem as ações na comunidade. Mas por que isso acontece? Há uma explicação para tudo isso?

As frases que mais ouço quando desenvolvo o diagnóstico pastoral de uma paróquia são as seguintes: “Ninguém quer trabalhar! As pessoas não querem se comprometer! É, meu filho, é difícil ter novos agentes pastorais, o povo só quer festa!”.

Realmente concordo sobre a dificuldade de encontrar pessoas que se comprometam com a evangelização, o que não concordo é como acontece o processo de engajamento.

É preciso entender a dinâmica da evangelização, sendo necessário fazer com que os agentes pastorais compreendam o caminho comum que todo batizado deve percorrer para torna-se um evangelizador.

Não posso desejar que uma pessoa seja catequista se ela não teve um verdadeiro encontro com Jesus Cristo. Isso seria uma tragédia para ela e para os catequizandos! O mais triste de tudo isso, é que esse exemplo que dei agora é muito comum! Quando partilho isso com os agentes pastorais, muitos me dizem: “eu preciso ter uma experiência com Jesus Cristo! Eu quero ser amigo Dele!”.

Trago neste post essa problemática para dizer o quanto o planejamento abre os horizontes da evangelização.

Quando os agentes pastorais tomam consciência da urgência do anúncio querigmático, compreendem que já não podem ficar somente pensando em festas e construções, enquanto há milhares de pessoas que precisam fazer uma experiência com Deus, aí de fato começa uma mudança de mentalidade, que interfere positivamente em todo o processo.

A cultura evangelizadora e criativa que o planejamento traz para a vida paroquial é uma grande riqueza. Os líderes passam a compreender o seu papel dentro da comunidade e o que antes era um fardo começa a ser entendido como missão, como dom de Deus a serviço dos necessitados. Embora o diagnóstico ainda é a primeira etapa do processo, já é possível perceber pessoas mais motivadas, comprometidas com a vida pastoral.

Evangelização com resultados

Uma característica marcante durante o desenrolar do planejamento é a compreensão de que evangelizar é ter resultado.

Quando questionamos os agentes sobre quantas pessoas novas foram evangelizadas, quantas vidas foram transformadas pela ação pastoral de seus movimentos e pastorais,  infelizmente, muitos não sabem responder. Nos conselhos de pastoral, de forma especial, eles sabem dizer quanto a festa arrecadou ou quanto foi gasto no salão paroquial construído, mas não sabem quantas vidas foram transformadas.  

Logo que o planejamento começa a ser executado, eles verificam que planejar significa ter metas, ver resultados. Isso anima a vida pastoral, onde se passa a celebrar cada conquista, a nova pastoral que iniciou, os novos agentes chegando, as Celebrações Eucarísticas ganhando maior participação. O gosto pela evangelização desabrocha e a compreensão de que as coisas vão mudar e que tudo depende da oferta de vida deles vai sendo conquistada a cada meta alcançada.

A adesão ao planejamento

Você deve ter se perguntando: como fazer para que o Conselho de Pastoral entenda a necessidade de elaborar um bom plano pastoral? É simples, você já está convencido de que sua comunidade precisa? Então chegou a hora de fazer o seu povo viver o mesmo processo que você viveu até aqui. Imprima estes artigos e leve para as reuniões do conselho, debata com eles sobre o assunto,  ofereça para eles este caminho. Tenho certeza de que você irá despertar neles o interesse pelo assunto.

Jean Ricardo

Empreendedor na evangelização, apaixonado por planejamento e marketing digital. É CEO da Dominus Evangelização e Marketing, comanda o time de evangelizadores. O seu coração está na evangelização!

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *