O que a restrição de público pode ensinar na evangelização

O que a restrição de público pode ensinar na evangelização

O que a restrição de público pode ensinar na evangelização

De uma maneira totalmente inesperada, um vírus parou o mundo. De um dia para outro, nossos templos religiosos precisaram estar atentos à restrição de público, privando-nos do convívio fraterno. 

Contudo, se tem algo que a Igreja soube encontrar de bom neste tempo de provação foram novas formas de chegar às pessoas. Logo, a restrição de público mudou a forma da evangelização, que nunca parou.

Definitivamente, a internet passou a ser usada como um forte instrumento para o anúncio do Evangelho! Afinal, a missão da Igreja é essencialmente comunicar o Evangelho a toda criatura, independente do seu contexto e situação.

De antemão, em 1990, São João Paulo II já afirmou em uma de suas encíclicas que “o primeiro areópago dos tempos modernos é o mundo das comunicações, que está unificando a humanidade, transformando-a em uma aldeia global” (Redemptoris Missio,37).

Num tempo ainda mais remoto, a Igreja também já enxergava nos meios de comunicação e no uso da tecnologia uma importante oportunidade de evangelização. O Decreto “Inter mirifica”, do Concílio Ecumênico Vaticano II, evidenciou isso: 

A mãe Igreja sabe que estes meios, retamente utilizados, prestam ajuda valiosa ao gênero humano, enquanto contribuem eficazmente para recrear e cultivar os espíritos e para propagar e firmar o reino de Deus” (Inter mirifica, 2).

A nova realidade da evangelização 

A restrição de público obrigou as paróquias a repensarem sua modalidade de evangelização e a maneira de se fazer presente na vida de seus paroquianos.

De repente, estar junto das pessoas já não significava mais estar lado a lado, mas se fazer presente por meio de palavras nas redes sociais – palavras de esperança, de conforto, de fé.

Mas, o melhor disso foi ver a comunidade podendo alcançar um público muito maior que seus paroquianos, já que a internet não tem fronteiras.

É certo que neste tempo em que vivemos a restrição de público as redes sociais se reforçaram como um local oportuno de evangelização. 

Por elas, milhões de pessoas encontraram, ainda que virtualmente, conforto, companhia, solidariedade e a Palavra de Deus – alimento para a fé e a esperança.

A Igreja reconheceu que era o momento de inundar as redes sociais com o Evangelho, porque se isso não acontecesse outros conteúdos tomariam conta do ambiente virtual.

Em suma, este novo tempo de restrição de público serviu para nos ensinar que não podemos ser amadores na evangelização. A Igreja precisa sim estar preparada para saber usar das redes sociais para alcançar um número cada vez maior de pessoas.

Por outro lado, a restrição de público dentro da Igreja pode ser positiva. Este é o momento da paróquia investir em uma evangelização mais direcionada, mais pessoal. 

Com menos pessoas no ambiente físico da comunidade é possível uma aproximação mais efetiva dos fiéis, conhecer melhor sua realidade, criar laços de proximidade. Certamente isso fortalecerá ainda mais o vínculo do paroquiano com sua comunidade.

O que mudou no dia a dia pastoral com a restrição de público?

Com a pandemia, a Igreja passou a explorar as mais variadas mídias digitais. Com isso, a evangelização assumiu nova roupagem, nova linguagem e ampliou a oferta de serviços na internet.

A Igreja se reinventou na maneira de ser uma “Igreja em saída”!

Entretanto, a restrição de público causou outros problemas para as comunidades. Talvez o maior deles seja a baixa arrecadação do dízimo. 

Algumas paróquias sofreram vendo a arrecadação do dízimo diminuir mês após mês, já  outras paróquias souberam encontrar também na internet uma solução para essa questão.

O uso de mecanismos de pagamento online ajudou muitas paróquias a manter a arrecadação do dízimo em dia e assim a manter suas finanças em ordem.

Outra questão que surgiu com a restrição de público é a formação dos agentes de pastorais e movimentos. Mas, logo deixou de ser um problema com o uso do site paroquial. 

Por meio dele a formação e a espiritualidade pode ser sempre reforçada e alimentada, seja por textos ou por vídeo-aulas. 

 

Gisa Prado

Jornalista de formação, com longa experiência na produção de conteúdos para meios de comunicação católico. Atualmente compõem a equipe de Redação na Dominus Evangelização e Marketing. Seu coração está na evangelização!

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