Inteligência Evangelizadora: o que você precisa saber - Dominus Comunicação

Inteligência Evangelizadora: o que você precisa saber

Para compreendermos do que se trata a Inteligência Evangelizadora é preciso primeiro compreender de onde trago este conceito. No mundo corporativo, os líderes reconhecem a necessidade de ter um planejamento estratégico. Portanto, a base desse planejamento é construída a partir de dados confiáveis. 

Basicamente, essa coleta de dados, cujo objetivo é obter informações para gerar insights, é a Inteligência de Mercado. Sendo assim, os tipos de captação de informações passa por diferentes tópicos, confira: 

  • Mercado
  • Tendências
  • Concorrentes
  • Produtos
  • Vendas
  • Marketing
  • Entre outras

Os dados coletados serão utilizados para a tomada de decisão. Ou seja, o que leva a ser um estudo abrangente e muito criterioso. Então, com o avanço da transformação digital a valorização desse tipo de estratégia ganhou ainda mais importância. 

Do que se trata, então, a Inteligência Evangelizadora?

Seguindo a mesma linha, o que chamo de Inteligência Evangelizadora é a capacidade que nossa comunidade tem de reunir informações que nos auxilie no desenvolvimento de estratégias que proporcionam um verdadeiro crescimento evangelizador. 

Não podemos ficar definindo nossa ação pastoral baseado apenas no nosso histórico, ou seja, no famoso “sempre foi feito assim”; ou ainda, ficarmos a mercê somente das opiniões dos agentes pastorais, líderes e padres. 

Nossa Inteligência Evangelizadora precisa se apoiar na palavra “Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz” (Lucas 16, 8).  Portanto, é preciso que sejamos mais espertos, mais atentos e mais estrategistas.

Temos um mundo de informações disponíveis e que pode fazer todo o sentido estudar, analisar e compreender. Logo, tudo com o objetivo de fortalecer nossa capacidade de atrair mais pessoas para Deus. 

Como começar a usar?

O primeiro passo para usar a Inteligência Evangelizadora é começar a coleta de dados, sejam eles primários ou secundários. A seguir vou apresentar o que é cada um deles:

Pesquisa de dados primários

O que é?

A pesquisa de dados primários é aquela feita sob demanda e coleta dados que ainda não existem de forma organizada. Seu objetivo é comprovar hipóteses estabelecidas previamente pela organização.

Como é feita a inteligência evangelizadora?

Esse tipo de pesquisa geralmente é realizada por empresas especializadas.  Por isso, é comum que se refiram a ela como pesquisa contratada.

Um desafio que precisamos enfrentar na realidade evangelizadora, e que eu mesmo já presenciei, é que empresas especializadas na aplicação de pesquisa tem dificuldades de desenvolver esse tipo de trabalho nesse meio, por possuir pouco conhecimento sobre a realidade católica. 

Acredito que uma comunidade pode investir em agentes pastorais que busquem capacitação no tema, para que a própria comunidade aplique esse tipo de pesquisa. Ou, caso queiram contratar, tomem o devido cuidado de buscar por empresas com experiência neste tipo de trabalho.

 A seguir apresento para você os dois tipos possíveis de pesquisa:

1. Pesquisa quantitativa

O método quantitativo é conclusivo, e tem como objetivo quantificar um problema e entender a dimensão dele. Em suma, esse tipo de pesquisa fornece informações numéricas sobre o comportamento do público. Para tanto, pressupõe a elaboração e aplicação de questionários estruturados com a maioria das perguntas fechadas, nas quais os respondentes selecionam entre uma lista de possíveis opções.

2. Pesquisa qualitativa

É mais difícil de definir, mas, de maneira simples, o foco da pesquisa qualitativa é entender o comportamento do consumidor, ao invés de simplesmente medi-lo. Por isso, esse método de pesquisa não apresenta resultados em números exatos, e a coleta de dados pode ser feita de maneiras variadas, como por exemplo por meio de grupos de discussão (focus groups), entrevistas individuais em profundidade e observação de comportamentos.

Para isso, a organização determina um universo de pessoas que serão entrevistadas e que estão aptas para o estudo em questão. Geralmente é levado em consideração o público-alvo da empresa em uma determinada região. Os dados coletados podem ser:

– Características demográficas, como sexo, renda e nível educacional;

– Atitudes e opiniões em relação à empresa, produto ou concorrência;

– Conscientização, conhecimento e percepção da marca ou do produto;

– Motivações que conduzem o comportamento do consumidor;

– Hábitos passados e atuais do público;

– Intenções e expectativas deles sobre o futuro.

Pesquisa de dados secundários

O que é?

Conhecida como pesquisa em fontes de dados secundários, ela utiliza informações já coletadas, tabuladas e, muitas vezes, até analisadas por outras organizações, com o propósito de auxiliar e fundamentar a tomada de determinadas decisões.

Como é feita?

Esse método de pesquisa utiliza dados que já existem e estão disponíveis tanto no ambiente interno da organização, como em arquivos e pastas de computadores, quanto no ambiente externo, como em publicações e pesquisas já realizadas por outros institutos, como o IBGE e o Ipeadata, por exemplo. Por esse motivo, não há a necessidade de contratar uma empresa especializada para desenvolvê-la e coletar as informações.

Um exemplo de pesquisa disponível é uma que nossa equipe aqui da Dominus desenvolveu: o Raio X da Pastoral do Dízimo no Brasil. Nela buscamos informações de diversas paróquias do país. O objetivo era ter um mapa do comportamento da Pastoral do Dízimo.  

Dados secundários na Inteligência evangelizadora

As pesquisas de dados secundários podem ser aplicadas para diversas finalidades, tais como:

– Servir de inspiração para desenvolver conceitos de novos produtos/serviços;

– Levantar perfis demográficos de uma determinada população;

– Encontrar algumas tendências e formular hipóteses de trabalho;

Entretanto, quando a sua comunidade opta por este tipo de pesquisa, alguns fatores importantes acerca dos dados devem ser levados em consideração. São eles:

– A confiabilidade das fontes;

– A disponibilidade e a data das informações;

– A relevância dos dados;

– A qualidade das informações;

– Os custos para adquiri-las.

Quando utilizar?

Se a sua comunidade deseja trabalhar com pesquisa e precisa de informações de forma rápida e econômica, a pesquisa de dados secundários pode ser uma excelente alternativa. 

Comece a aplicar a Inteligência Evangelizadora na sua comunidade

O principal objetivo de utilizar a Inteligência Evangelizadora é conhecer melhor o comportamento do público-alvo. O que é mais importante é definir nossas ações evangelizadoras baseadas em dados que comprovem a eficácia da nossa estratégia evangelizadora. 

Com informações detalhadas, bem estruturadas e analisadas, é possível entender o comportamento das pessoas, e nos antecipar e oferecer o que, de fato, elas estão precisando. 

Sabemos que Deus é a resposta para tudo em nossa vida, por isso precisamos buscar todas as alternativas possíveis para colaborar no encontro pessoal de Jesus com os nossos irmãos.

Jean Ricardo

Empreendedor na evangelização, apaixonado por planejamento e marketing digital. É CEO da Dominus Evangelização e Marketing, comanda o time de evangelizadores. O seu coração está na evangelização!

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