Qual o alcance do planejamento na evangelização?

Qual o alcance do planejamento na evangelização?

Planejamento na evangelização

Para uma empresa, o sinal de que o plano estratégico surtiu o efeito desejado é identificar que o lucro aumentou. Na evangelização, o alcance do planejamento é a vida das pessoas. Planejar – para nós, como Igreja – significa escolher anunciar o Evangelho de forma mais prática, criativa e prioritária. 

Um fator importante a ser destacado quando se fala de planejar o anúncio do Evangelho é compreender que ao decidir por esta iniciativa, estamos decidindo olhar para o essencial, retomar a missão primeira da Igreja, evangelizar.

O que seriam os resultados de um planejamento de evangelização?

Um dos resultados mais belos é poder enxergar uma comunidade que reencontra o motivo de sua existência, levar a palavra de Deus ao mundo. O alcance de um bom planejamento e evangelização pode ser surpreendente: 

  • Mais pessoas engajadas na vida pastoral da Igreja,
  • Mais vocações sacerdotais e religiosas,
  • Mais pessoas atendidas nas obras de promoção humana. 

Esses são resultados fáceis de serem percebidos já nos primeiros anos. Porém, outros resultados importantes que o planejamento alcança estão ligados à qualidade da vida ordinária da comunidade:

  • Vida pastoral organizada e criativa. 
  • Agentes pastorais enfrentando e resolvendo os desafios de relacionamento porque encontraram um motivo mais sublime que os inspira a pedir e a dar o perdão.  
  • A vida de oração pessoal e comunitária ganha força, pois com o diagnóstico organizacional é possível perceber o quanto somos limitados e o quanto necessitamos do auxílio do Espírito Santo para conduzir a evangelização. 
  • O primeiro anúncio ganha força, chegando a compor a “cultura organizacional” e, assim, voltando a ocupar o seu lugar de origem na vida pastoral. 
  • Se vai a pastoral de conservação e vemos renascer – ou em muitos casos nascer – a pastoral da conversão. 

Sobretudo, umas das principais graças de um planejamento de evangelização bem estruturado e executado é quando os agentes pastorais compreendem, de forma mais clara, a urgência da evangelização, deixando de ser “voluntários” e passando a ser discípulos, dispostos a ofertar suas vidas, assim como faziam os primeiros cristãos.  

A cada relatório de avaliação a comunidade saboreia a alegria dos resultados alcançados e compromete-se com os que ainda precisam de mais esforço para alcançar. 

A partilha como instrumento de avaliação 

Além das metas serem atingidas ao longo do processo, uma poderosa e eficiente ferramenta de avaliação na vida de uma comunidade é a partilha entre irmãos. O sacerdote e as lideranças precisam se portar como irmãos que servem seus irmãos. 

“(…) aquele que quiser tornar-se grande entre vós seja aquele que vos serve, e o que quiser ser o primeiro dentre vós, seja o vosso servo.” (Mt 20, 26b-24a)

É necessário que haja proximidade entre os fiéis e os agentes de pastoral para que saibam se ouvir, compreender, acolher, conhecer suas ovelhas e assim poder tocar a realidade da paróquia de modo mais pleno e profundo. Ouvir a partilha dos irmãos é ser um pastor que “tem o cheiro de suas ovelhas”, como pediu o Papa Francisco. Aqui não é necessário definir um roteiro, é como um pai que se aproxima do filho para escutar como foi seu dia, e quais os desafios que ele tem enfrentado. Assim poderá ter um parâmetro concreto dos anseios e das vitórias dos seus filhos espirituais. 

Sem dúvida, o alcance do planejamento estratégico na evangelização pode ser surpreendente, contudo é preciso conhecer mais, aprender mais e planejar mais!

Jean Ricardo

Empreendedor na evangelização, apaixonado por planejamento e marketing digital é CEO da Dominus Evangelização e Marketing, comanda o time de evangelizadoras. O seu coração está na evangelização!

 

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