Como definir um planejamento orçamentário para a Pastoral do Dízimo?

Como definir um planejamento orçamentário para a Pastoral do Dízimo?

Como definir um planejamento orçamentário para a Pastoral do dízimo?

É muito comum ver nas comunidades paroquiais a falta tanto de um planejamento estratégico (PE) como de um planejamento orçamentário (PO). Antes mesmo de dar dicas de como organizar um PO, é preciso entender o que é e para que serve. Vejamos a definição apresentada pelo Sebrae no documento Instrumento de apoio gerencial – volume 5 , disponibilizado no site da instituição:

O que é um planejamento orçamentário?

Trata-se de um instrumento de planejamento e controle das receitas, despesas e resultados do empreendimento. O orçamento parte do comportamento financeiro do passado e olha para as possíveis mudanças futuras, quantificando, em termos econômicos, as atividades da empresa. Trata-se de uma previsão, uma meta, de acordo com a qual serão tomadas as decisões na empresa.

Para que serve o planejamento orçamentário

Sua função é orientar como realizar aspectos operacionais e financeiros da paróquia, servindo para:

  • fixar objetivos, políticas e estratégias;
  • harmonizar os objetivos das partes da empresa;
  • quantificar as atividades e suas datas de realização;
  • melhorar a avaliação e a utilização de recursos.

O controle orçamentário se presta ainda a comunicar, aos donos e administradores, as intenções e realizações da empresa. Além de ser um eficaz instrumento para se avaliar a realidade da empresa de acordo com aquilo que seus proprietários desejam.

Como se utiliza o planejamento orçamentário

Para criar um orçamento, primeiramente é necessário levantar as origens de recursos da empresa, isto é, suas vendas, empréstimos obtidos e outras fontes de receita e os usos e aplicações no processo empresarial, isto é, seus custos, despesas e investimentos. A classificação das receitas e despesas deve levar em conta as necessidades gerenciais de cada empresa para poder responder às perguntas do tomador de decisão.

Os passos para a elaboração do planejamento orçamentário do dízimo

Os passos a seguir descrevem um processo básico para a construção de um planejamento orçamentário para a Pastoral do Dízimo:

1. Levantamento das Receitas:

– Nesta primeira etapa é preciso definir o volume da receita atual na arrecadação do dízimo. Procure fazer este levantamento por comunidade e também em nível paroquial.

– Identifique qual é o valor médio da devolução do dízimo por dizimista.  Ex. Se a paróquia arrecada 10 mil reais mensais, e possui 200 dizimistas contribuintes, o valor médio da arrecadação é de R$ 50,00 mensais por dizimista.

– Determine a taxa de crescimento da arrecadação para o próximo ano. Para isso é preciso analisar os anos anteriores. Além disso, considere a situação econômica atual e as metas que se têm definidas para a Pastoral. Por exemplo: Se no ano anterior a Paróquia não contava com uma campanha, e para o próximo ano será investido em uma, logo esta taxa de crescimento deve ser maior, levando em conta que haverá ações para alcançar este objetivo. Além disso, outros fatores como necessidades de investimentos, ampliações e reformas estruturais, investimentos na evangelização, podem influenciar na determinação da taxa de crescimento.

– Projete o valor de arrecadação do dízimo mês a mês;

– Descreva o número de dizimistas necessários para alcançar o valor projetado. Ex. Se com duzentos dizimistas a paróquia estava arrecadando 10 mil reais. Para alcançar uma arrecadação mensal de 25 mil, quantos dizimistas serão necessários? Lembre-se que a média de arrecadação atual para cada dizimista é de R$ 50,00, se levarmos em conta o exemplo anterior.

2. Levantamento de custos:

– Com base no plano de ação desenvolvido para a Pastoral do Dízimo, faça um levantamento das despesas para a execução do plano. Veja algumas despesas que devem fazer parte do seu planejamento orçamentário: funcionários; materiais de papelaria (envelopes, etiquetas, etc.); material gráfico (cartões comemorativos, calendários, folder, fichas, etc.);correios; serviços terceiros (contratação de agência para desenvolvimento da campanha, locação de sistema, etc.);Investimentos necessários (compra de equipamentos, etc.);Despesas bancárias; com materiais e eventos formativos; e despesas com brindes;

Obs. Da mesma forma que você fez a projeção de receitas mês a mês, é importante que você faça das despesas. Lembre-se sempre de colocar o valor no mês correto, em que aquele compromisso de pagamento deve ser feito. Ex. Se sua Paróquia irá distribuir calendários aos dizimistas é muito provável que aquele valor será executado nos meses de outubro/ novembro. Então é importante que esta despesa esteja registrada nestes meses.

3. Acompanhamento do planejamento orçamentário

Nenhum planejamento orçamentário tem resultado em si mesmo, o valor desta atividade está na oportunidade de acompanhar e na avaliação  das ações previstas. Isso é o que torna possível que os envolvidos no processo acompanhem os resultados esperados e alcançados.

Mais importante do que o orçamento é o processo orçamentário. Nenhum orçamento, por si, pode garantir que os resultados projetados serão alcançados. Para que o orçamento se cumpra, é preciso disciplina na execução orçamentária e isso depende da atitude do empreendedor e do administrador do negócio, no acompanhamento e avaliação dos resultados e desvios.(SEBRAE, Instrumentos de apoio gerencial,05)

Para fazer o acompanhamento do planejamento orçamentário e seus resultados, seguem algumas sugestões:

– Registre sistematicamente a entrada de todas as receitas do dízimo, de preferência utilize um software. Caso não tenha disponível, pode utilizar uma planilha. Desenvolvemos um modelo que você pode utilizar. Clique aqui e baixe gratuitamente;

– Compare o planejamento orçamentário com o que de fato foi realizado no mês, assim você consegue ter uma análise detalhada de como está seguindo o PO;

– Analise mensalmente e entenda as variações do planejamento orçamentário e do plano de ação;

– Tome ações assertivas  Não espere muito tempo para rever o que precisa; quando você analisa com frequência, se torna mais fácil identificar onde está o erro e corrigi-lo;

– Reveja o orçamento sempre que considerar necessário, podem ter surgido – ao longo do ano – acontecimentos que tornam necessárias novas tomadas de decisão;

Lembre-se: O dízimo deve ser a principal fonte de arrecadação da comunidade paroquial. Ele é um sinal da vida partilhada em comunidade! A Pastoral do Dízimo deve ter sempre clara seu grande papel evangelizador. A evangelização é a matéria prima para o desenvolvimento das ações pastorais do dízimo.

Francielle Lopes

Formada de Processos Gerenciais pela Faculdade de Tecnologia Senac/SC. Atualmente é gestora do Sucesso do Cliente na Agência Evangelização e Marketing e focada nos resultados dos projetos de seus clientes. Seu coração está na evangelização!

 

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