Evangelizar: Eis o segredo para aumentar a arrecadação do dízimo – Dominus Comunicação

Evangelizar: Eis o segredo para aumentar a arrecadação do dízimo

Evangelizar: Eis o segredo para aumentar a arrecadação do dízimo

Aumentar a arrecadação do dízimo é por vezes uma das grandes preocupações das comunidades eclesiais no Brasil. Porém, não são só ações diretas de promoção que darão os frutos financeiros desejados, mas o empenho missionário constante. Afinal, toda a missão da igreja se concentra sob a graça e ordem de Jesus Cristo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”(Mt 16,15).

São João Paulo II, na encíclica Vocação e Missão dos leigos na igreja e no mundo, recorda que “todo discípulo é chamado em primeira pessoa” a evangelização. Logo, nenhum seguidor de Jesus pode eximir-se de dar sua própria resposta. Já dizia São Paulo, “Ai de mim se não evangelizar” (1Cor 9, 16). Esta firme decisão missionária deve impregnar todas as estruturas eclesiais e todos os planos pastorais de dioceses, paróquias, comunidades religiosas, movimentos ou qualquer instituição da Igreja.

Você deve estar se perguntando: Como tornar a adesão à missão real em sua comunidade, a ponto de melhorar a arrecadação do dízimo? É isso que vamos te responder.

Em todas as ocasiões: anunciar o Evangelho

Um dos erros mais comuns que a comunidade pode cometer é se preocupar demasiadamente com a dimensão financeira da Igreja, ao invés de evangelizar. É indispensável abraçar a evangelização em primeiro lugar – como cerne de toda vida de Igreja – porém, para isso é necessário uma mudança de postura. Segundo o documento 100 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, “a conversão pastoral supõe passar de uma pastoral ocupada apenas com atividades internas da Igreja à uma pastoral que dialogue com o mundo, ou seja, a paróquia há que se ocupar menos com detalhes secundários da vida paroquial e focar-se mais no que realmente propõe o evangelho.” Portanto, é urgente ir ao encontro daqueles que se afastaram da comunidade ou dos que a compreende apenas como uma referência para serviços religiosos.

Todas as situações supõe um olhar menos julgador e mais acolhedor, para receber aqueles que buscam a comunidade pensando apenas no sacramento, por exemplo. Uma ocasião especial para acolher os afastados pode ser a preparação de pais e padrinhos para o Batismo, a preparação de noivos para o Sacramento do Matrimônio, as Exéquias e a formação de pais de crianças e jovens da catequese. Se os que estão afastados de Deus e sua igreja forem bem acolhidos, poderão retornar ou ingressar na vida comunitária, e naturalmente se tornarão dizimistas.

Evangelizando e fidelizando com a paróquia

Para entender melhor o processo evangelizador, criamos o funil da evangelização, a partir do funil de vendas. Nas técnicas de marketing, o Funil é baseado na jornada de compra, que é, de certa forma, previsível. Sabemos que o consumidor inicia o processo com um desejo ou necessidade de comprar algo, faz uma pesquisa e, só depois que tiver informação e confiança suficientes, fecha a compra. O mesmo acontece com a realidade paroquial.

O leigo possui uma necessidade – a necessidade de Deus, intrínseca a todo o homem -, logo, inicia sua jornada em busca de respostas, com desejo ou necessidade de Deus, pesquisa, lê, procura em muitos lugares. Nós, cristão católicos, cientes desta necessidade, precisamos encontrar, e realizar, ações que perpassam desde as etapas de atração a fidelização. Confira na imagem abaixo:

Atrair: A pessoa afastada é atraída pela necessidade de um sacramento, ou convite para uma missa, retiro, encontro de um movimento ou ação de evangelização.

Converter: É acolhido, de forma que se sinta bem em permanecer na comunidade.

Discipular: É convidado para participar de um movimento ou pastoral na comunidade.

Fidelizar: Permanece engajado em uma ou mais pastorais. Torna-se dizimista.

O livro de Provérbios, no capítulo 10, versículo 3 cita que “o Senhor não deixa o justo passar fome”, ou seja, Deus como bom Pai não deixará nos faltar o necessário para subsistir e muito mais nos dará se nossa evangelização for fruto de um coração sincero que deseja levar a palavra e a salvação às almas que sofrem.

Evangelização é dever da Igreja. Este sujeito da evangelização, porém, é mais do que uma instituição orgânica e hierárquica; é, antes de tudo, um povo que peregrina para Deus. Trata-se certamente de um mistério que mergulha as raízes na Trindade, mas tem a sua concretização histórica num povo peregrino e evangelizador. Proponho que nos detenhamos um pouco nesta forma de compreender a Igreja, que tem o seu fundamento último na iniciativa livre e gratuita de Deus.” (Cf. EG, n. 111)

 

Francielle Lopes

Formada em Processos Gerenciais pela Faculdade de Tecnologia Senac/SC. Atualmente é Gestora do Sucesso do Cliente na Agência Dominus Evangelização e Marketing e focada nos resultados dos projetos de seus clientes. Seu coração está na evangelização!