O agente pastoral e a missionariedade no cotidiano - Dominus Comunicação

O agente pastoral e a missionariedade no cotidiano

O leigo deve ser como fermento no mundo. Anunciar e fazer crescer o Reino de Deus

São Paulo nos diz que a Igreja é o Corpo de Cristo, formada por diferentes membros, com diversas funções. Assim, cada leigo também é uma peça fundamental para a evangelização, especialmente nos dias de hoje. Ao viver o apostolado no cotidiano da vida comum, o agente pastoral auxilia o clero nas atividades das igrejas. Mas, você sabe como viver essa missão da melhor forma?

Cada fiel deve ser sal da terra e luz do mundo. Ou seja, mesmo naquela correria típica do dia a dia, o agente pastoral anuncia o Reino de Deus por meio do testemunho e de palavras. 

Além disso, o leigo também ajuda a comunidade em que vive, assim como faziam os primeiros grupos de cristãos. Agindo como fermento na massa, deve ajudá-la a crescer para que possa ser moldada pela graça Divina. Esse é um convite feito pelo próprio Cristo e reforçado pelo Santo Padre. 

 

“Somos chamados a ser fermento numa sociedade que muitas vezes não consegue mais saborear a beleza de Deus e a experimentar a graça da sua presença. […] Que a vossa fé seja “fermento” nas comunidades paroquiais às quais hoje pertenceis. Encorajo-vos a multiplicar as oportunidades de encontro para compartilhar a vossa riqueza cultural e espiritual, deixando-vos ao mesmo tempo enriquecer pelas experiências dos outros” (Papa Francisco).

 

O agente pastoral, leigo e missionário

 

Todo leigo tem a missão de cooperar com a verdade, exercendo o apostolado da evangelização e santificação e atraindo outras pessoas para viverem essa mesma fé. Isso deve ocorrer não apenas pelo testemunho de vida, mas pela busca ativa de oportunidades para anunciar o Reino de Deus a todos, crentes ou não.

Essa responsabilidade precisa estar fundamentada nos sacramentos, principalmente na Eucaristia, que é verdadeiro alimento para a alma e sustento na caminhada cristã. Além disso, o apostolado se baseia nas virtudes que o Espírito Santo derrama sobre nós: a caridade, a esperança e a fé. 

No Decreto sobre o Apostolado dos Leigos, publicado em 1965, o Papa Paulo VI destaca que, para que renda frutos, essa evangelização precisa estar intimamente ligada a Jesus.

 

“Os leigos devem servir-se deles [auxílios espirituais] de tal modo que, desempenhando corretamente as diversas tarefas terrenas nas condições ordinárias da existência, não separem da própria vida a união com Cristo, mas antes, realizando a própria atividade segundo a vontade de Deus, nela cresçam. É por este caminho que os leigos devem avançar na santidade com entusiasmo e alegria, esforçando-se por superar as dificuldades com prudência e paciência” (Papa Paulo VI).

 

Para um agente pastoral, não apenas a participação, mas o engajamento na comunidade é essencial. Afinal, o leigo será, muitas vezes, os braços e pernas dos sacerdotes, auxiliando tanto materialmente, como pessoalmente. 

 

Expressões da missão do agente pastoral

 

Para que o leigo possa cumprir essa missão tão bela e importante, existem diferentes possibilidades de atuação como agente pastoral. Esses papéis são variados justamente para que se encaixem na rotina de todos os leigos, sejam solteiros ou casados, jovens ou idosos, homens ou mulheres. Vamos conferir?

 

Caridade com os pobres

 

A caridade é o distintivo do cristão. Porém, nesta expressão particular, o leigo será canal da misericórdia Divina para os doentes e os pobres, por meio das obras de caridade.

Sobre essa ação, o Papa Paulo VI nos disse, no Decreto :

 

Onde quer que se encontrem homens a quem faltam sustento, vestuário, casa, remédios, trabalho, instrução, meios necessários para levar uma vida verdadeiramente humana, afligidos pelas desgraças ou pela doença, sofrendo o exílio ou a prisão, aí os deve ir buscar e encontrar a caridade cristã, consolar com muita solicitude e ajudar com os auxílios prestados. 

 

Formação e catequese

 

Todo apostolado exige formação, tanto para o crescimento espiritual de quem o faz, como para o cumprimento da missão confiada. Por isso, o agente pastoral precisa receber formações alinhadas à doutrina da Igreja, que promovam valores verdadeiramente humanos, como a fraternidade. Além disso, também pode receber formações específicas para temas práticos e técnicos, como a administração dos bens da comunidade

Por outro lado, o leigo bem formado tem a oportunidade de servir a Deus por meio da catequese, que, geralmente, é direcionada a crianças, jovens e adultos. Essa é uma bela forma de mostrar o Caminho, a Verdade e a Vida em tempos tão conturbados e repletos de informações destoantes.

 

Dízimo e o agente pastoral 

 

Além de dar sua própria contribuição, conforme seu coração, o agente pastoral auxilia na organização e na administração do dízimo que é recolhido pela comunidade. Embora esse seja um serviço que lida diretamente com um bem material, remete sempre à realidade sobrenatural do amor e do compromisso do fiel em relação a Deus. 

 

Acolhimento

 

O acolhimento é a primeira impressão que alguém tem de uma igreja. Por isso, ter um agente pastoral disposto a servir com caridade, a ser gentil e zeloso é essencial para qualquer comunidade. Aqui, o leigo é responsável por dar aquele “abraço” inicial, que é um sinal da alegria de Deus ao receber mais um filho em sua casa.

 

Evangelização querigmática

 

Já a evangelização querigmática é o primeiro anúncio do Reino de Deus, que promove o contato inicial de alguém com a fé católica. Por meio desse serviço, o agente pastoral convida o evangelizado a se aproximar do Pai, experiência que o faz crescer na intimidade com o Senhor. Aqui, os agentes usam a criatividade e o acolhimento como forma de cativar essas pessoas e de envolvê-las com a vida da comunidade.

Conhecendo essas diferentes expressões, percebemos o quão importante é o papel do leigo para a Igreja. Hoje, Deus te convida a usar os talentos que lhe foram concedidos para  fortalecer sua comunidade na fé e evangelizar todos os povos, para, assim, crescer no amor a Ele.

 

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