Maturidade Digital na evangelização - Dominus Evangelização e Marketing

Maturidade Digital na evangelização

Maturidade Digital na evangelização

Que o digital veio para ficar isso já sabemos, mas nossas comunidades paroquiais estão maduras o suficientes no seu processo de evangelização digital? Neste blog post nosso CEO, Jean Ricardo, faz importantes reflexões a respeito.

Para refletir sobre a maturidade digital na evangelização na Igreja é preciso, primeiro, entender do que se trata a transformação digital. 

Para muito além do impacto que a tecnologia causou nas nossas vidas pessoais, o digital vem transformando as organizações, desde a gestão, passando pelo desenvolvido de produtos e serviços, na forma de comunicar-se e também de vender. 

Quando pensamos em transformação digital, não estamos tratando de um fenômeno que “pode acontecer”. Estamos tratando de algo que “já está acontecendo”. Se você deseja conhecer mais afundo como o mercado secular trata do assunto, convido você a acessar o Portal Transformação Digital. Há uma série de conteúdos que irão te ajudar a aprofundar o tema. 

Como podemos entender se há maturidade digital na evangelização?

Ao ler esta pergunta, você pode ter pensado: “Ah, minha comunidade paroquial é super digital! Ela possui um site, está em todas as redes sociais, inclusive tem um número de Whatsapp só para a secretária”

Ser uma comunidade católica digital, não é apenas comunicar-se por meio do digital. A maturidade digital na evangelização exige  inserir, em todos os processos evangelizadores, o uso da tecnologia digital. 

É preciso pensar a evangelização usando o digital como estratégia, seja para a gestão da organização, o desenvolvimento de novos serviços pastorais, o relacionamento com os agentes pastorais e demais paroquianos, para atrair novos fiéis, principalmente no que diz respeito a evangelização querigmática, ou ainda para contribuir na captação de recursos financeiros. 

Separei algumas perguntas para você responder e identificar se a instituição que você participa tem maturidade digital na evangelização ou se sua comunidade precisa ainda crescer nesse aspecto:

 

Pergunta Resposta
1.Sua paróquia conta com plataformas digitais que automatize as atividades pastorais? Ex. Utiliza software para gestão de projetos, gestão financeira e administrativa, relacionamento com os dizimistas, etc. (  ) Sim (  ) Não
2.Atividades evangelizadoras são pensadas desde o início para o ambiente digital? (  ) Sim (  ) Às vezes (  ) Não
3.Sua paróquia valoriza o uso do site como uma forte presença digital que gera autoridade com o público alvo? (  ) Sim (  ) Não
4. A comunidade conta com forte presença nas redes sociais, buscando fazer atualizações diárias? (  ) Sim (  ) Às vezes (  ) Não
5. A paróquia valoriza a produção de conteúdo digital para os diferentes canais, como caminho para promover a formação dos agentes pastorais?  (  ) Sim (  ) Às vezes (  ) Não
6. A comunidade possui uma conta no Google Analytics onde procura buscar informações sobre o comportamento do seu público alvo? (  ) Sim (  ) Não
7. Hoje o relacionamento com o público alvo da comunidade é pensado estrategicamente para o online? (  ) Sim (  ) Às vezes (  ) Não
8. Há investimentos financeiro em compra de mídia paga para as redes sociais? (  ) Sim (  ) Às vezes (  ) Não
9. O marketing digital da paróquia é executado de forma profissional? (  ) Sim (  ) Às vezes (  ) Não
10. Os investimentos financeiros da paróquia para o marketing digital são prioritários? (  ) Sim (  ) Às vezes (  ) Não
11. Há disponível formas de contribuição online para os dizimistas e benfeitores da comunidade? (  ) Sim (  ) Às vezes (  ) Não
12. O uso de e-mail marketing e newsletter é feito com frequência para o relacionamento com os diferentes públicos da comunidade?  (  ) Sim (  ) Às vezes (  ) Não
13. No processo formativo dos agentes pastorais, há disponível cursos e outros tipos de formação na modalidade EAD? (  ) Sim (  ) Às vezes (  ) Não
14. Sua comunidade costuma avaliar as métricas mais importantes? (  ) Sim (  ) Às vezes (  ) Não

Como a comunidade “encara” o digital na sua estrutura

Aqui vale uma reflexão! Para compreendermos o valor das coisas em nossas vidas é preciso algumas características. Se amamos algo ou alguém, se custa muito caro o que compramos, se exigiu muito de nós conquistar, ou ainda, se é algo que nos deu muito resultado. Geralmente essas coisas tem maior valor!

Eu acredito que a importância que a Igreja dá ao digital está muito ligado aos resultados alcançados com o seu uso. Muitas de nossas comunidades paroquiais ou outras instituições católicas ainda vivem sob o “manto do amadorismo”. 

Este “manto”, que não é o lindo e protetor “Manto de Nossa Senhora”,  acaba impactando muito nos resultados, que não são tão positivos como poderiam ser. Dessa forma, o olhar dos líderes sobre o digital é medíocre. Ele ainda está muito balizado nesse amadorismo vivenciado.  

Para que esta realidade possa mudar, é preciso mais que o uso dos canais de comunicação digital. É preciso a promoção de uma nova cultura, a “cultura da evangelização digital”. Temos que encarar o digital como um aliado do processo evangelizador. 

Precisamos conhecer tudo o que ele pode nos proporcionar para crescermos e alcançarmos esta maturidade na evangelização digital. Necessitamos de uma urgente mudança cultural, e isso só pode acontecer por meio da educação. Temos que insistir na vivência formativa, conteúdos como este podem ser verdadeiras ferramentas para vencermos o amadorismo. 

Promova a formação dos agentes sobre maturidade digital na evangelização

Você, agente da Pastoral da comunicação, pároco, diretor de instituições católicas, provincial, etc., pode ser o agente dessa transformação cultural. Para isso é preciso estabelecer uma rotina de capacitação sobre o tema. 

Faça investimento em treinamentos, cursos, livros e toda forma que possibilite promover o conhecimento do seu público interno. Com toda certeza esse é o primeiro passo, e o mais importante. 

Defina um projeto evangelizador que faça uso do digital do seu início ao fim

Uma boa estratégia para você conquistar “aliados” é propor para a comunidade, a criação e execução de um projeto que utilize tecnologias digitais em todo o seu processo. Isso significa que desde a pesquisa, execução e avaliação o uso de ferramentas tecnológicas precisa ser utilizado. 

Esse tipo de ação irá possibilitar para você e sua equipe compreender melhor como uma determinada ação evangelizadora pode ser beneficiada pelo digital. 

É comum que, no ímpeto de querer ver logo a paróquia toda digital, você deseje mudar tudo. Não faça isso! Vá com calma, faça experiências, desfrute de pequenos aprendizados, serão eles que te farão dar passos mais largos. 

Pode ser que sua comunidade já tenha algumas ações digitais. Quem sabe, nesse primeiro momento você deve se preocupar em fazer o famoso “feijão com arroz”, para só depois querer avançar. 

Pode ser que a sua comunidade não valoriza o uso do site, por exemplo, pelo simples fato de ele não ser acessado. É aí que você deve entrar e demonstrar que eles estão errados. Existem várias estratégias que podem ajudar você a trazer resultados para o site. Não vou alongar este conteúdo, mas deixo para você um material que escrevemos e que pode ajudar. Clique abaixo para acessar:

 

Implante ferramentas digitais que facilitem a vida dos agentes pastorais

Uma das características mais importantes da maturidade digital na evangelização, eu diria, é como utilizamos a tecnologia para facilitar a vida dos que trabalham diretamente com o evangelizando. 

Quanto mais “encantamos” os agentes pastorais, sacerdotes e outros líderes com o uso de ferramentas digitais, mais fácil será a implantação da cultura digital evangelizadora. 

Há disponível diversas ferramentas, sejam elas pagas ou gratuitas, que facilitam muito a vida das organizações. Vou trazer aqui um exemplo bem atual. 

Antes da pandemia, pensar em formações online era quase um “sacrilégio”. O discurso sempre vinha regado pela seguinte frase: “não podemos substituir a presença física das pessoas na vida pastoral”. Agora fica claro que este tipo de formato só vem agregar na vida pastoral. 

Muitas comunidades paroquiais e outras instituições poderão, com esta desafiante realidade do COVID-19, entender que a educação a distância pode ser um facilitador do processo formativo. Além, é claro, de uma economia financeira gigante. 

Exemplo disso são os encontros regionais da CNBB, que antes só aconteciam de maneira presencial. Mas, agora, os bispos viram como facilita a vida o uso de uma plataforma para reuniões e formações online. 

Traga para a mesa, métricas que só o digital pode oferecer

Uma das mais importantes características do digital para o mundo dos negócios é a possibilidade que ele traz de fazer análises detalhadas dos resultados alcançados. Uma empresa é capaz de ter avaliações muito precisas usando o marketing digital, por exemplo. 

Aqui mesmo na Dominus, eu consigo analisar por meio de diferentes ferramentas, se você chegou até o fim da leitura desse texto ou não. Consigo saber quantas pessoas acessaram esse blog post e se alguma delas adquiriu algum dos nossos serviços a partir dele.  

A análise dos resultados é uma etapa importante e que exige um pouco mais de conhecimento. Sendo assim, você precisa apenas ter o interesse de saber como funciona e o que há disponível para utilizar que lhe dê informações importantes para sua comunidade. 

Um detalhe importante que quero trazer para você, é que há muitas ferramentas gratuitas  que podem trazer importantes métricas para você usar a favor da evangelização. 

Capacite sua equipe e tenha profissionais para dar suporte

Para finalizar, quero trazer algo fundamental. Sabemos que para a evangelização crescer é preciso profissionalização das nossas instituições católicas. É comum, ainda, ver em nossas realidades pastorais, líderes que ainda vivem sob a mentalidade da “esmola profissional”.

O que é isso? São, muitas vezes, instituições que contam somente com o voluntariado de profissionais. Quero antes de mais nada deixar claro que não sou contra isso, pelo contrário! O serviço pastoral não pode ser substituído por empresas ou profissionais contratados. 

O que trago aqui é a necessidade de diferenciarmos o papel de cada um. Ter uma empresa ou profissional contratado pode ser um facilitador e um suporte importante para os agentes pastorais. 

Muitas vezes os evangelizadores estão sobrecarregados e isso acaba os impedindo de executarem determinadas atividades. Além disso, por estarem muito envolvidos na realidade, podem não estar percebendo a oportunidade que aparece na frente do seus olhos. 

Quero agradecer por você permanece comigo até o final deste blog post, espero que sua comunidade possa crescer na maturidade digital na evangelização e que, nos próximos anos, possamos juntos testemunhar os avanços promissores que a comunidade católica no Brasil alcançou.

Se você gostou desse conteúdo comente abaixo e compartilhe com os seus amigos!

 

Jean Ricardo

Empreendedor na evangelização, apaixonado por planejamento e marketing digital. É CEO da Dominus Evangelização e Marketing, comanda o time de evangelizadores. O seu coração está na evangelização!

18 Comments

  1. Harley disse:

    Minha paróquia, ainda não tem uma visão evangelizadora digital, ainda está no contato pessoal, foi bom ler essas idéias, assim posso colocar em prática!

  2. Júlio Camarão disse:

    Realmente durante esse período de EPIDEMIA, finalmente a nossa paróquia sentiu a importância dessa ferramenta de comunicação que se tornou essencial e úníca nesse momento. Antes já existia um site, as redes sociais, mas tudo muito em segundo plano. Aliás planejamento, projeto e investimento é o que não tem. Há uma ideia antiga, diria desatualizada sobre esses conceitos de comunicação digital. Trabalhei em empresa de tecnologia durante toda a minha vida profissional, e vejo como as coisas mudam muito rapidamente e cada vez mais, essa velocidade, essa dinâmica talvez não tenha sido acompanhada pela nossa igreja em geral. Reconheço faltam recursos financeiros, mas falta conhecimento e o mais difícil o convencimento das nossas lideranças.

    • dominuscomunicacao disse:

      Obrigado pelo seu retorno. Tenho certeza que este é um novo tempo. Tempo favorável.
      Busque neste período executar projetos digitais e provar valor aos agentes pastorais.

  3. José Luiz de Freitas disse:

    Nossa Paróquia, tem uma visão evangelizadora digital, mas estamos implantando passo a passo, mais agora com esta pandemia. Mas temos muito trabalho pela frente para fazer chegar esta conscientização para todas as pastorais sobre este assunto muito importante, com a finalidade de trazer mais leigos e colaboradores para dentro de nossa Paróquia. Parabéns pelo conteúdo apresentado.

    • dominuscomunicacao disse:

      Ficamos feliz de receber seu retorno. E conte sempre conosco. Logo saí novos conteúdos.

    • Osmar Adriano disse:

      Caríssimo Jean. O acompanho há muito tempo e com muito entusiasmo os seus cursos, seus artigos e gostaria que o amigo enviasse para a paroquiadafazenda em Itajaí o mesmo e-mail que recebi de ti. Você a conhece, lá atuo, e sei do esforço do padre e demais integrantes da paróquia, para que eles também tenham estas tuas informações.

  4. Ivana Gani disse:

    É um conteúdo de real importância e que mais cedo ou mais tarde todas as paróquias e comunidades deverão se engajar em “cativar” o seu povo para sua utilização. Minha paróquia engatinha nessa onda!

  5. Realmente falta muito para que possamos ter essa visão Evangelizadora digital. Estamos caminhando, passo a passa, buscando a cada novo dia conhecer mais e implantar mais. Sei que temos muito ainda a caminhar. Agradeço ao belíssimo conteúdo.

  6. Maria Helena Pedreira Dias disse:

    Aqui somos comunidade de periferia sem muitos recursos . Estamos tatiando. Eu particularmente estou afastada desde o ano passado por problemas de coluna . Deus te abençoe. Paz e bem .
    Mais muito boa a ideia .

  7. Frei Luizinho Marafon disse:

    Boa tarde, paz e bem!
    Lendo a maatéria sei que estamos longe de sermos evangelizadoes digitais. estamos egatinhando e quem sabe nem o famoso feijão com arroz a gente esteja fazendo.
    Quem sabe um caminho novo para elaborar o novo plano de pastoral.
    Abrços. Paz e bem!

  8. Francisco disse:

    Muito bom

  9. Francisco disse:

    Muito bom minha paróquia está começando a desenvolver trabalho agora de mi sugestão além destas

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