Dicas para implantar a Pastoral de Conjunto - Dominus Comunicação

Dicas para implantar a Pastoral de Conjunto

Dicas para implantar a Pastoral de Conjunto

Um dos grandes desafios pastorais nas comunidades e paróquias é a implantação da Pastoral de Conjunto. O que muita gente não sabe, é que para ter a vivência da Pastoral de Conjunto é preciso estabelecer um processo cultural. Pensando nisso, trago para você alguns caminhos que podem ajudar nesse processo.

Antes de falar sobre a implantação da Pastoral de Conjunto é preciso compreender do que se trata. Desse modo, gostaria de fazer a seguinte pergunta: Pastoral e evangelização são a mesma coisa?

Espero que a sua resposta tenha sido “não”!  

Sendo assim, para te ajudar a compreender melhor a distinção dessas duas realidades, convido você a ler as duas passagens abaixo:

EVANGELIZAÇÃO                                                                                          PASTORAL

   Mc 16, 15                                                                                                         Mt 28, 19

“Ide e proclamai o Evangelho!”                                                                     “Ide e fazei discípulos!”

No nosso trabalho, precisamos cuidar de ambas as realidades, tanto a evangelizadora quanto a pastoral. Então, embora façam parte de um processo que chamamos de evangelização, há distinção quanto a aplicação. Portanto, é preciso compreendermos as etapas de cada processo para depois conseguirmos vivenciar uma cultura de Pastoral de Conjunto. 

O que é a Pastoral de Conjunto?

Logo, ainda sobre sua definição, os bispos Latinos Americanos, em Puebla, em 1979, afirmaram que:

“Ação global, orgânica e articulada, que a comunidade eclesial realiza sob a direção do bispo destinada a levar a pessoa e todos os membros à plena comunhão de vida com Deus”.

Já no primeiro Congresso Internacional de Pastoral, realizado em Friburgo, na Alemanha, em 1961, F. Boulard definiu a Pastoral de Conjunto como:

“esforço paciente para colocar em marcha livremente, em vista da salvação do mundo, todos os filhos da Igreja com todas as suas instituições e recursos, sob a autoridade do bispo, que tem a missão de coordená-los e dirigi-los, e que, assim, podem exercer em plenitude sua tarefa pastoral”. 

Desse modo, observando essas definições, podemos dizer, que a Pastoral de Conjunto é um esforço de integração e articulação de metas e princípios na ação evangelizadora. Logo, trata-se de uma cultura, de um espírito, que norteia a evangelização na comunidade paroquial ou diocesana. É uma vivência atualizada das primeiras comunidades cristãs onde a estrutura pastoral é alicerçada em uma espiritualidade de comunhão.

 

O que não é a Pastoral de Conjunto?

NÃO é uma nova pastoral a ser implantada na Igreja, nem uma pastoral específica, alinhada às outras pastorais, como a da Saúde, a do Menor, a Carcerária, a da Juventude, a da Família, dentre tantas outras.

Portanto, quando pensamos na Pastoral de Conjunto, nunca podemos compreendê-la como mais uma estrutura organizacional a ser implantada. Sendo assim, também não podemos pensar que ao implantá-la estamos padronizando pastorais ou reconfigurando a variedade de dons e serviços prestados à comunidade paroquial.

Primeiramente, é preciso entender que a busca da unidade não abafa a criatividade e nem a ação do Espírito Santo. De modo que, cada estrutura pastoral existente deve exercer com todo empenho a sua “vocação e carisma”, sem nunca deixar de estar alinhado às metas e objetivos da comunidade.

Logo, a Pastoral de Conjunto é nossa capacidade de transformar a comunidade em um grande time de evangelizadores. Desse modo, cada um joga em uma posição, tendo como objetivo comum fazer o tão sonhado Gol.

E atenção: uma comunidade onde cada um quer fazer sua jogada vai perder.  

 

Como podemos pensar a Pastoral de Conjunto na prática?

Vamos trazer um exemplo prático: Somos uma comunidade paroquial que enfrenta hoje um grande desafio. Atrair jovens para a vida pastoral, pois a comunidade está idosa e precisa reagir a essa realidade.  

Pois, bem, existem duas formas de ver isso:

  1. O grupo de jovens existente promover a evangelização que atraia outros jovens. Porém, não está fazendo o seu trabalho, e isso é um problema deles, que só eles podem resolver.
  2. Sendo assim, outra forma é: Trata-se de um problema pastoral e todas as pastorais precisam estar envolvidas. 

A segunda forma de encarar o problema é a ideal. Portanto,  a comunidade deve reunir-se para ouvir os jovens que hoje atuam na comunidade. Desse modo, eles apresentam os desafios que enfrentam e também sua necessidade de apoio da comunidade. 

Alguns pontos importantes a serem observados:

  1. A catequese de Crisma hoje é completamente isolada. Os jovens do grupo não têm qualquer ligação com os catequistas, não há qualquer atividade pensada em conjunto.
  2. A Pastoral Familiar possui muitos casais, entre eles muitos têm filhos jovens. Esses casais apresentam o desafio de seus filhos não terem o interesse em participar da Igreja. Muitos relatam que os filhos dizem não haver nada de interessante na paróquia. Eles não querem ir à Missa.
  3. A Pastoral Social relata ter dificuldades para trabalhar seus projetos sociais. Muitas pessoas são idosas e não conseguem mais fazer visitas às famílias.

Depois de observarem esses pontos de deficiência, a comunidade percebe uma grande oportunidade.

Algumas ações definidas

  1. A catequese de Crisma irá realizar o Retiro de Experiência de Oração como encerramento da catequese. Assim, o Grupo de Jovens também estará na coordenação do evento. Logo, os jovens serão responsáveis pela organização principalmente da programação. 
  2. A Pastoral Familiar junto com a Pastoral Social irá realizar um mutirão de visitas às famílias carentes. Então, para ajudar convidou o Grupo de Jovens e os filhos dos membros para atuarem nesse projeto social. 

Observem que aqui nesta simples análise foi possível integrar diferentes pastorais com diferentes serviços prestados à comunidade. Porém, o que há em comum é o objetivo paroquial: aumentar o engajamento dos jovens. 

Fatores que contribuem para a Pastoral de Conjunto

Promover o conhecimento mútuo das diferentes estruturas pastorais e sua missão;

  • Integrar não significa unificar—;
  • Ter metas globais pastorais onde toda a estrutura pastoral paroquial deve contribuir;
  • Promover um calendário formativo integrado observando necessidades comuns;
  • Fortalecer a vivência da partilha e da fraternidade, por meio de atividades de lazer;
  • Estabelecer no calendário paroquial a vivência da oração comunitária por meio de grupos de oração, células ou grupos bíblicos.

O que impede o fortalecimento da Pastoral de Conjunto

  • A falta de um cronograma formativo;
  • A ausência de momentos de fraternidade e partilha;
  • Vida de oração comunitária comprometida;
  • A falta de um planejamento estratégico pastoral;
  • Não ter metas paroquiais;
  • A ausência de conhecimento dos agentes sobre a missão das diferentes pastorais, movimentos e organismos existem na comunidade;
  • A imaturidade humana e a falta de inteligência emocional dos líderes e liderados.

Conclusão:

Longe de trazer uma solução definitiva, minha proposta foi definir alguns pontos que considero importantes para a vivência da Pastoral de Conjunto. Sei que não é um assunto simples e que não será resolvido rapidamente.

Nosso objetivo aqui no blog é explorar ao máximo os conteúdos que tratam do processo evangelizador. Espero no futuro trazer mais conteúdos que possamos explorar este importante tema na vida pastoral. 

Jean Ricardo

Empreendedor na evangelização, apaixonado por planejamento e marketing digital. É CEO da Dominus Evangelização e Marketing, comanda o time de evangelizadores. O seu coração está na evangelização!

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