Engajamento Pastoral: como ele pode colaborar no aumento da arrecadação do dízimo

Engajamento Pastoral: como ele pode colaborar no aumento da arrecadação do dízimo

Engajamento Pastoral: como ele pode colaborar no aumento da arrecadação do dízimo

A solução para aumentar a arrecadação do dízimo pode estar no fortalecimento  do engajamento pastoral. Vou explicar: a colaboração feita pelos fiéis, mais que uma mera doação financeira, é uma experiência de fé e gratidão. Os paroquianos reconhecem que Deus  – fonte de todo bem – concede todas as coisas, e eles – por sua vez – devolvem como dízimo que será destinado paras dimensões religiosa, caritativa, missionária e eclesial da paróquia.

Sendo assim, é necessário entender a evangelização como parte do processo da dinâmica de arrecadação do dízimo.  Neste ciclo, é possível agregar ainda mais irmãos para a missão, assim como a fidelização de colaboradores para as obras da Igreja.  Arrecada-se para evangelizar mais. Para anunciar o amor de Deus! E engaja-se para evangelizar.

Missão: de dentro para fora

Um dos aspectos que precisam ser amadurecidos em boa parte das atividades pastorais é o sentido de pertença à comunidade paroquial. Mais do que uma reunião de fé, falamos de uma comunidade de irmãos que, por acreditarem em Jesus Cristo, são capazes de doar a vida em favor dos homens, por amor a Deus.

Como ensina o papa Francisco, “A Igreja não é uma instituição com um fim em si própria ou uma ONG, nem muito menos se deve restringir ao clero e ao Vaticano. A Igreja  é uma realidade mais ampla, que se abre a toda a humanidade.” Portanto, precisa ser assimilada pelos paroquianos como casa para todos. Logo, as despesas da grande família de Deus precisa ser repartida entre os irmãos. Quando se desperta a consciência dos membros da Igreja acerca de suas necessidades, o dízimo passa a ser um ato de amor com o Corpo de Cristo.

Quando alguém faz uma experiência autêntica de encontro com a fé, é comum que busque se engajar na comunidade para os exercícios de piedade, a vivência sacramental e o serviço. Nesse momento, o acolhimento dos irmãos na fé, e em especial, do pastor – o pároco – será de suma importância. O acolhimento gera responsabilidade e esse sentimento é indispensável para o engajamento pastoral.

Membros de pastoral, corresponsáveis pela comunidade

A partir desse momento, os paroquianos são inseridos em inúmeras pastorais que assumem cada uma os setores de trabalho necessários da paróquia. Aqui vale refletir: os membros das pastorais são corresponsáveis pela paróquia, logo são fiéis no dízimo?

A valorização do trabalho pastoral, o acolhimento fraterno dos irmãos e a responsabilização quanto à evangelização são ferramentas que fortalecem o sentido de pertença dos paroquianos. Uma vez que se sentem família cristã, passam a ser dizimistas.

Um próximo passo a ser dado é a manutenção do relacionamento com os dizimistas. Não basta acolher, responsabilizar, promover, é preciso – também! – cultivar o relacionamento. A probabilidade de termos irmãos e irmãs responsáveis pela comunidade, ardorosos na missão e dizimistas fiéis tende a aumentar muito quando se tem um contato fraterno continuado.

A partir daí o processo se transforma em um ciclo: acolher – promover – responsabilizar – cultivar – acolher. Os párocos e coordenadores de pastoral devem se preocupar constantemente em engajar os irmãos que se aproximam da comunidade, a fim de que todos façam parte da comunhão na fé e na partilha.


Heraldo Lima

Jornalista de formação, possui intensa e longa experiência missionária. Atualmente compõem a equipe de Redação na Dominus Evangelização e Marketing. Casado com a Anne e pai do Davi. Seu coração está na evangelização!