Empreendedorismo Evangelizador: O que é? - Dominus Comunicação

Empreendedorismo Evangelizador: O que é?

Quero compartilhar com você um tema que considero muito importante para a vivência missionária da Igreja: o empreendedorismo evangelizador. 

Você deve estar se perguntando o que tem a ver Empreender com Evangelizar? Porém, para ajudar você a compreender melhor o tema, quero primeiramente trazer o conceito da palavra Empreendedor. 

 

O que é ser empreendedor?

O economista austríaco Joseph A. Schumpeter no livro “Capitalismo, socialismo e democracia”, publicado em 1942, associa o empreendedor ao desenvolvimento econômico.

Logo, segundo ele, o sistema capitalista tem como característica inerente uma força denominada de processo de destruição criativa. Desse modo, fundamentando-se no princípio que reside no desenvolvimento de novos produtos, novos métodos de produção e novos mercados. Em síntese, trata-se de destruir o velho para se criar o novo.

Portanto, empreender é iniciar algo novo, ver o que ninguém vê. Enfim, aquele que faz algo primeiro, não só sonha algo, mas realiza o próprio sonho. logo, o empreendedor é o que parte para a ação! 

Há quem diga que o empreendedor é alguém que muitas vezes vai ultrapassar o limite da lei. Basta lembrar como os filmes e músicas foram parar na internet. Netflix e Spotify: nasceram da disruptura de um sistema existente. 

 

O que é o empreendedorismo evangelizador?

Agora que você já compreendeu o que é ser um empreendedor, vamos explorar o tema no campo da evangelização. 

Com frequência, costumo ministrar cursos, online ou presenciais. Logo, um dos grandes desafios que enfrento é justamente ajudar os alunos a desenvolverem o seu senso criativo e empreendedor na evangelização.

Os agentes pastorais em sua maioria conseguem ter um senso crítico da realidade pastoral. Afinal, são bons em desenvolver o diagnóstico pastoral. Porém, limitados em encontrar soluções para os desafios evangelizadores. 

O ambiente pastoral geralmente não é um ambiente criativo. Há uma condicionante histórica na realidade pastoral que dificulta muito a mudança e ruptura de realidades. Os agentes pastorais muitas vezes recebem “tudo pronto”. Pois, o pároco trás as necessidades e já como será feito.

Portanto, o nosso senso sobre o papel da liderança na Igreja frequentemente é equivocado, como se fosse o de apresentar como devem ser feitas as coisas, e não o de estimular os agentes a pensarem em soluções para os problemas diários. 

Sendo assim, ter um ambiente e pessoas empreendedoras exige líderes empreendedores que estimulem o processo criativo e de inovação.  

Nossa visão de empreendedorismo evangelizador ainda é limitada, não temos claro o quanto desejamos crescer e quanto tempo levaremos para isso. Portanto, lembre-se de que o empreendedor é alguém que sonha, que não se conforma com a realidade atual, que busca soluções novas para problemas antigos. O empreendedor tem propósito!

Um empreendedor da evangelização não se sente confortável com o resultado atual.  Logo, sempre deseja crescer mais, ele sempre está buscando motivações novas para encontrar solução para problemas antigos. 

 

O que podemos fazer para estimular um ambiente empreendedor na evangelização?

  1.  Faça constantemente uma avaliação da realidade pastoral;
  2. Sua comunidade precisa ter o seu propósito muito bem definido;
  3. Estimule a presença e atuação dos jovens no ambiente pastoral;
  4. Promova um ambiente fraterno e de confiança;
  5. Promova o autoconhecimento, principalmente a identificação e o desenvolvimento de habilidades;
  6. Invista na formação e capacitação profissional dos agentes pastorais;
  7. Tenha pessoas com habilidades artísticas no Conselho Pastoral;
  8. Tenha pessoas que já empreendem no mercado secular;
  9. Faça um bom planejamento estratégico pastoral;
  10. Conquiste a confiança dos liderados, só assim eles irão expressar suas ideias. 

Por fim, considero importante que nossas comunidades promovam o empreendedorismo evangelizador. Não só para garantir a atração de novas pessoas para a Igreja, mas também para garantir o sustento financeiro e material na manutenção das comunidades. Afinal, não basta termos as doações como fonte de receita, é preciso pensar um formato que garanta a sustentabilidade da evangelização.

 

Espero que tenha gostado!

 

Jean Ricardo

Empreendedor na evangelização, apaixonado por planejamento e marketing digital. É CEO da Dominus Evangelização e Marketing, comanda o time de evangelizadores. O seu coração está na evangelização!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *