10 argumentos para convencer seu pároco a investir no dízimo.

10 argumentos para convencer seu pároco a investir no dízimo

10 argumentos para convencer seu pároco a investir no dízimo

O dízimo é um dado essencial para a comunidade cristã, seja do ponto de vista material ou espiritual, porque além de manter a obra do Senhor em movimento, essa prática nos aproxima de Deus e nos leva a experimentar da economia, que é a divina providência. Neste contexto, cabe a cada paróquia desenvolver estratégias para articular a arrecadação do dízimo, fortalecendo, assim, a evangelização e cobrindo as necessidades da comunidade. Por isso, elencamos 10 argumentos que podem convencer seu pároco a investir nessa dimensão eclesial tão importante.

1. É preciso investir nas pessoas

Investir em pessoas foi sempre o que Jesus fez. Acreditando e encorajando, o Mestre ia além, para que cada um, a seu modo, tivesse oportunidades. Você se lembra da parábolas do talentos? (cf. Mt 25, 14-30) Jesus não deixa ninguém sem talentos. Assim, a Igreja tem o papel de confiar e investir na formação das pessoas. O dízimo contribui com a instrução de discípulos missionários, que serão agentes de pastoral e de transformação social, em nossas comunidades.

2. O dízimo é essencial para a vida da paróquia

Imaginemos o seguinte: existe uma paróquia onde os participantes vão apenas às missas dominicais. Cada um vive sua individualidade, ninguém se envolve e nem tampouco devolve o dízimo. O que aconteceria com essa paróquia? Quem manteria a com seus custos básicos: de luz, água, liturgia? Quem seria responsável pela vida e sustento do padre? Como ela cresceria, evangelizaria os que ainda não conhecem a Deus? Trata-se de uma realidade mais comum do que imaginamos em muitas paróquias mundo afora.

Por isso, é necessário ter entendimento que o sustento da vida eclesial vem do dízimo e não necessariamente por festas, eventos, bingos, ações entre amigos etc.

3. O padre deve ser, em primeiro lugar, um pastor

Embora as funções de gestão e administração façam parte do serviço prestado pelo sacerdote à paróquia, o padre não deve perder-se do seu trabalho primordial que é o pastoreio das almas. Muitas vezes, porém, sua vida ministerial acaba sufocada, quando é preciso fazer eventos para pagar contas. Isso tira o padre do sentido essencial de sua existência, no qual ele encontra seu sentido e razão de existir para o povo de Deus. Com certeza, mais pessoas seriam atendidas e teriam o auxílio do padre se ele se dedica-se exclusivamente àquilo que foi constituído a ser.

4. Os leigos devem assumir a pastoral do dízimo

Apesar de estarmos a mais de 50 após o Concílio Vaticano II, os leigos estão ainda aprendendo e assumindo o seu real papel na Igreja. Não é por acaso que tivemos, em 2018, o Ano Nacional do laicato, proclamado para o Brasil. Portanto, a pastoral do dízimo não deve ser do padre, nem mesmo ter uma característica presbiteral. E sim laical, de co responsabilidade no sustento, manutenção e evangelização.

5. O mundo mudou e com isso as exigências pastorais também

Essa foto acima mostra algo bem simples. Em menos de 10 anos, a tecnologia impactou, impacta e continuará impactando e transformando nossa dia a dia. A Igreja está longe dessa transformação. O Papa Francisco vendo essa realidade, promoveu um congresso sobre tecnologia e com a presença de vários especialistas na preocupação de orientar para o Reino de Deus. Portanto, essas tecnologias devem sim, com sabedoria e discernimento, serem inseridas na vida pastoral, principalmente do dízimo, facilitando, desburocratizando e trazendo mais comodidade e simplicidade aos processos pastorais.

Logo, não dá pra continuarmos com uma Pastoral do Dízimo fazendo mais do mesmo, distribuindo envelopes e cartões impressos. É preciso avançar ainda mais nesse objetivo, para facilitar a vida dos dizimistas, e atrair outros para colaborarem com a vida paroquial.

6. O “consumidor” está mais exigente

Outra verdade que precisa ser considerada é que as pessoas têm aumentado suas expectativas, e isso também quanto à Igreja. Na Pastoral do Dízimo, as pessoas não querem apenas dar dinheiro e não saber o que aconteceu com isso. Investir em transparência e satisfação traz ao dizimista a percepção de que sua devolução e seu comprometimento com o Reino estão valendo a pena.

7. O Papa Francisco tem convocado a todos a uma conversão pastoral

O Papa tem falado e pedido muito acerca de uma conversão pastoral, ou seja, os agentes pastorais da Igreja se abram a uma transformação de mentalidade. Já o Documento de Aparecida, em 2007, falava da necessidade de mudança pastoral, dos leigos participarem e serem protagonistas, juntamente com os padres, dessa mudança. Francisco convoca uma Igreja “em saída”. Isso só acontecerá quando entendermos que fomos feitos para evangelização. A maior defensora do anúncio de Jesus deve ser a Pastoral do Dízimo. Ela será o termômetro se esta evangelização tem acontecido de maneira consistente e quais ações estão dando frutos. Pois, uma vez que as ações da paróquia alcançam com eficácia o coração do povo de Deus, os novos evangelizados se tornam cristãos maduros, logo dizimistas.

8. É investimento, não gasto

Quantos % a sua paróquia retira do dízimo para investir nela mesma? Talvez nem essa percepção seu pároco tenha, de que é necessário investir. O fortalecimento do relacionamento com o dizimista não é um gasto, ao contrário. É um ato de gratidão e extremamente estratégico para a evangelização. É preciso que os colaboradores recebam, de fato, tratamento especial por ser dizimista . Isso não é exclusivismo, mas de sensibilidade às suas necessidades de acompanhamento espiritual e humano.

9. Evangelizar custa caro

O principal objetivo do dízimo na Igreja é a EVANGELIZAÇÃO. Que fique bem claro: isso tudo é em vista de evangelizar mais e melhor! Criar eventos e retiros é promover ações de anúncio do evangelho com qualidade e de valor para as pessoas. Porém, para que a graça de Deus seja ainda mais favorecida é necessário investir e evangelizar, e isso pode custar caro.

10. É a garantia do futuro da fé.

Temos inúmeras exigências como cristãos hoje e nossa responsabilidade é sermos promotores da evangelização. É preciso um processo de anúncio profissionalizado. Esta realidade vem sendo debatida e causa repulsa em alguns, porém devemos ser estes que iniciaram estas mudanças e fazem o maior esforço para dar impulso e fazer a roda girar. O dízimo nunca foi e nunca será dinheiro, é e sempre será a vida das pessoas!

Hoje precisamos avançar na evangelização! Ainda se tem em muitos, a mentalidade de promover algum tipo de construção para aumentar o dízimo. Isso acaba matando o sentido da evangelização. Deve-se mudar o foco: vamos aumentar o dízimo porque queremos evangelizar! Então, aí sim: todas as estruturas se justificarão porque fará sentido tê-las!

Heraldo Lima

Jornalista de formação, possui intensa e longa experiência missionária. Atualmente compõem a equipe de Redação na Dominus Evangelização e Marketing. Casado com a Anne e pai do Davi. Seu coração está na evangelização!